
Contratar engenheiro ou técnico é uma decisão que impacta diretamente a segurança, a legalidade e o valor do patrimônio do condomínio. Muitos síndicos só percebem isso quando enfrentam uma notificação, um acidente ou uma obra irregular.
No entanto, a legislação é clara em diversas situações e exige responsabilidade técnica formal. Portanto, entender quando essa contratação se torna obrigatória protege o síndico, o condomínio e os moradores.
A responsabilidade legal do síndico vai além da boa vontade
O síndico responde civil e criminalmente por omissões que coloquem em risco a estrutura ou a segurança do condomínio. Por isso, ele não pode se basear apenas na experiência prática de fornecedores informais. A lei exige responsabilidade técnica registrada no conselho profissional competente.
Além disso, quando o condomínio realiza obras estruturais, reformas relevantes ou manutenções críticas, a presença de um profissional habilitado deixa de ser opcional. Nesse cenário, a ausência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) pode gerar multas e embargos.
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Consequentemente, o síndico que age de forma preventiva reduz riscos jurídicos. Ele demonstra diligência e organização, o que fortalece sua gestão perante os condôminos e evita questionamentos futuros.
Obras estruturais exigem acompanhamento técnico obrigatório

Sempre que o condomínio realiza intervenções em lajes, fachadas, pilares, vigas ou sistemas estruturais, a legislação exige responsável técnico. Isso inclui reforços estruturais, reformas em áreas comuns e alterações que impactem a segurança da edificação.
Da mesma forma, a instalação de equipamentos como elevadores, sistemas de gás e adequações elétricas de grande porte também demandam acompanhamento especializado. Nesses casos, o profissional emite laudos, ARTs e orienta a execução correta da obra.
Sem esse suporte, o condomínio corre o risco de executar serviços inadequados. Além de comprometer a segurança, pode haver invalidação de seguros e responsabilização direta do síndico.
Laudos e inspeções periódicas são obrigatórios em muitos municípios
Diversas cidades exigem inspeções prediais periódicas, principalmente em prédios com mais de determinado tempo de construção. Nesses casos, apenas engenheiros ou técnicos habilitados podem emitir laudos válidos.
Essas inspeções avaliam fachada, marquises, instalações elétricas, sistemas de combate a incêndio e estrutura geral. Quando o condomínio ignora essa exigência, ele se expõe a multas e até interdição.
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Além disso, o laudo técnico serve como ferramenta de planejamento. Com ele, o síndico organiza manutenções preventivas e evita gastos emergenciais que pesam no orçamento.
Situações em que a contratação é obrigatória

Em muitos casos, a dúvida do síndico é objetiva: “Preciso mesmo de um profissional habilitado?”. De forma clara, contratar engenheiro ou técnico se torna uma ação obrigatória quando o condomínio realiza:
- Obras estruturais ou reformas que alterem elementos da edificação
- Instalação ou modernização de elevadores
- Adequações relevantes na rede elétrica ou de gás
- Emissão de laudos técnicos e inspeções prediais obrigatórias
- Regularizações exigidas por órgãos públicos
Portanto, sempre que houver impacto técnico relevante ou exigência legal, o síndico deve agir com respaldo profissional.
Prevenção reduz custos e conflitos
Embora alguns condomínios tentem economizar no curto prazo, essa decisão costuma gerar prejuízos maiores no futuro. Um serviço mal executado pode exigir retrabalho, gerar acidentes ou resultar em processos judiciais.
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Por outro lado, quando o síndico investe em planejamento técnico, ele organiza cronogramas, define prioridades e negocia melhor com fornecedores. O profissional habilitado também auxilia na elaboração de escopos claros, o que reduz conflitos e aditivos contratuais.
Assim, o condomínio passa a atuar de forma preventiva. Isso aumenta a previsibilidade financeira e transmite segurança aos moradores.
Gestão organizada facilita decisões técnicas
Mesmo quando a obrigação é clara, muitos síndicos enfrentam dificuldade para organizar documentos, laudos e prazos. Nesse ponto, a tecnologia se torna aliada estratégica.
Com um ecossistema completo como a MyCond, o síndico centraliza contratos, documentos técnicos, ocorrências e planos de manutenção em um único ambiente digital. Além disso, ele automatiza comunicações com moradores e registra aprovações de assembleias de forma organizada.
Ao integrar gestão, comunicação e controle de processos, a MyCond ajuda o condomínio a atuar de forma profissional. Dessa maneira, o síndico toma decisões técnicas com base em dados, mantém tudo documentado e reduz significativamente os riscos da sua gestão.
Em resumo, entender quando contratar engenheiro ou técnico não é apenas uma questão burocrática. Trata-se de proteger vidas, preservar o patrimônio e garantir uma administração segura, moderna e alinhada às exigências legais.
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