Ajustes para reabertura de academias em condomínios

Várias cidades brasileiras já começam a flexibilizar e liberar a reabertura econômica neste período de pandemia. Em Salvador, por exemplo, já foi anunciado o protocolo de segurança para a segunda fase de reabertura, que entre os setores, inclui bares, restaurantes e academias. Esse último está ligado diretamente a muitos condomínios, já que boa parte deles possui esse tipo de espaço comum.

Apesar da liberação das academias, é preciso ficar atento às novas regras de uso. Ou seja, as coisas estão voltando aos poucos, mas ainda dentro do chamado “novo normal”, que inclui os cuidados que são adotados desde o início da pandemia, como utilização de máscaras, higienização com álcool gel de mãos e objetos que são compartilhados, assim como o distanciamento social. Tudo para evitar a proliferação do novo coronavírus.

E para que os condomínios consigam liberar o espaço da academia com segurança e seguindo todos os protocolos, a utilização da tecnologia pode facilitar e muito neste processo. Por exemplo, dentro das medidas que devem ser tomadas, está o rodízio de usuários e o agendamento prévio do horário de treino, o que pode ser resolvido com reservas feitas dentro do aplicativo MyCond.

LEIA TAMBÉM: Reservas de áreas comuns é solução durante pandemia

O síndico ou administrador pode estipular o tempo máximo de utilização, somado ao tempo de higienização, que deve ser obrigatória entre um usuário e outro, e assim organizar as formas de reservas. Depois basta o morador acessar a ferramenta e encontrar o melhor horário.

MEDIDAS

Para ajudar os síndicos e administradores. Trouxemos aqui dicas do Conselho Regional de Educação Física da Bahia. Eles apontam procedimentos de segurança que as academias devem adotar após a liberação de uso dos órgãos públicos. Selecionamos alguns deles que podem também funcionar nas academias dos condomínios.

Segundo o CREFE13-BA, todas as medidas seguiram as orientações e as informações dos órgãos públicos, tais como Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.

LIMPEZA GERAL

  1. Disponibilizar recipientes com álcool em gel a 70% para uso dos usuários e colaboradores em todas as áreas da academia.
  2. Durante o horário de funcionamento da academia, fechar cada área de 1 a 2 vezes ao dia por, pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes.
  3. Posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos das áreas de musculação e peso livre, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. No mesmo local, deve haver orientação para descarte imediato das toalhas de papel.

LEIA TAMBÉM: Adesão em reuniões de condomínios dobra na pandemia com assembleias virtuais

MEDIDAS OPERACIONAIS PREVENTIVAS

  1. Limitar a quantidade de usuários que entram na academia: ocupação simultânea de 1 cliente a cada 4 m².
  2. Uso obrigatório de máscaras.
  3. Delimitar com fita o espaço em que cada usuário deve se exercitar nas áreas de peso livre e nas salas de atividades coletivas. Cada usuário deve ficar a 1,5 m de distância do outro.
  4. Utilizar apenas 50% dos aparelhos de cárdio, ou seja, deixar o espaçamento de um equipamento sem uso para o outro.
  5. Liberar a saída de água no bebedouro somente para uso de garrafas próprias.
  6. Renovar todo o ar do ambiente, de acordo com a exigência da legislação (pelo menos, 7 vezes por hora), e fazer a troca dos filtros de ar, no mínimo 1 vez por mês, usando pastilhas adequadas para higienização nas bandejas do aparelho.
  7. Expor aos clientes todos os manuais de orientação que possam ajudar a combater a contaminação do COVID-19.

SEMPRE

  • Higienizar das mãos com água e sabão e/ou álcool em gel a 70% ;
  • Usar de garrafa de água individual;
  • Uso de toalha individual.

PROTOCOLO SALVADOR

Em Salvador são três fases de reabertura gradual da economia em meio à pandemia de coronavírus e serão liberadas conforme a taxa de ocupação de leitos de hospitais públicos e privados.  

 Fase 1 – Menor que 75% – Shoppings, Centros Comerciais e Semelhantes; Comércio de rua acima de 200 m²; Templos religiosos e Drive-in;
Fase 2 – Menor que 70% – Academias de Ginástica e similares; Barbearias, salões de beleza e similares; Centros culturais, museus e galerias de arte; Lanchonetes, bares e restaurantes; Etapa 2 das Atividades da Fase 1

Fase 3 – Menor que 60% – Parques de diversões e parques temáticos; Teatros, Cinemas e Demais casas de espetáculos; Clubes sociais, recreativos e esportivos, Centro de eventos e convenções;

LEIA TAMBÉM: O papel do síndico no período de Pandemia

PROTOCOLO RIO

Na cidade do Rio de Janeiro as fases foram determinadas a partir do plano da prefeitura, que foi dividida em seis fases, com previsão de duração de 15 dias cada, caso a curva de contaminações e mortes por Covid-19 se mantenha estável.

E com base nessas etapas a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis lançou, com o Secovi Rio, uma cartilha de boas práticas para a reabertura.

PROTOCOLO SÃO PAULO

A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios lançou uma cartilha com orientações para a reabertura dos condomínios residenciais em São Paulo.

No caso das academias seguem as medidas.

  • O uso das academias, a princípio, e guardadas as proporções, se assimila às redes externas e clubes, sendo recomendado que sejam liberadas nos mesmos moldes que as autoridades definirem para esta atividade;
  • Porém, caso o condomínio tenha condições operacionais de proceder a higienização segura da área e aparelhos, bem como equilibrar a demanda, o uso do espaço pode ser flexibilizado com frequência controlada, utilizando a opção de agendamento e número limitado de pessoas por horário, de acordo com a capacidade do local e viabilidade de manutenção de distanciamento seguro;
  • O condomínio deve estipular critérios de agendamento conforme características da demanda, como por exemplo: período máximo de uso por dia, número de agendamentos ativos por unidade e prazo máximo para reserva, para evitar o uso indiscriminado do espaço por poucas unidades.
  • A opção indicada no momento é o uso da academia por uma família por período, com intervalo para higienização entre os horários. Seu uso pode ser flexibilizado gradualmente, conforme o avanço na contenção da pandemia e medidas adotadas para o setor comercial de academias

LEIA TAMBÉM: Como as funcionalidades do MyCond  podem reduzir riscos de contaminação do coronavírus

CONCLUSÃO

Segundo especialistas da área, os condomínios podem se basear no plano de retomada das prefeituras. No entanto, é preciso adotar cautela para a liberação de determinadas áreas comuns.  

Iniciar a preparação para uma retomada cautelosa e consciente é fundamental. Mas é importante observar principalmente que cada condomínio tem suas características próprias de estrutura e utilização. Quanto mais planejamento e comunicação forem feitos, mais segurança os moradores vão ter.